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Fauna
 
 

Centro Brasileiro para Conservação de Felinos Neotropicais

Criado em 1998, o Centro Brasileiro para a Conservação dos Felinos Neotropicais é um centro de referência nacional para programas de conservação de felinos, fornecendo subsídios para diversas pesquisas em cativeiro e em vida livre. Suas instalações encontram-se em Jundiaí, junto com o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres.

Uma das principais atividades do Centro de Felinos é o gerenciamento do registro genealógico das oito espécies de felinos selvagens que ocorrem no Brasil:

  • Suçuarana (Puma concolor)
  • Gato Mourisco (Puma yagouaroundi)
  • Onça Pintada (Panthera onça)
  • Jaguatirica (Leopardus pardalis)
  • Gato do Mato Pequeno (Leopardus tigrinus)
  • Gato Palheiro (Leopardus colocolo)
  • Maracajá (Leopardus wiedii)
  • Gato do Mato Grande (Leopardus geoffroyi)

Este gerenciamento genealógico possibilita o monitoramento de toda a população que se encontra em cativeiro, ação imprescindível para atender a um programa de conservação das espécies.

O Centro de Felinos também é referência no trabalho de reprodução de jaguatiricas por transferência de embrião. Em 2008 nasceram no centro duas jaguatiricas “de proveta”, que foram os primeiros animais selvagens nascidos através desta técnica no Brasil e na América Latina – sendo a segunda experiência do tipo no mundo.

Este trabalho é realizado através de uma parceria da Mata Ciliar com a AZA – Association of Zoos and Aquariums e com o Cincinnati Zoo & Botanical Garden, que prevê o trabalho de conservação e gerenciamento de banco genético da subespécie de jaguatirica endêmica do Brasil.

Segundo Cristina Harumi Adania, coordenadora de fauna da Mata Ciliar, a reprodução das jaguatiricas com esta técnica auxilia de forma significativa na minimização de problemas enfrentados no manejo dos animais em cativeiro, consistindo em um importante dado científico para a conservação de felinos selvagens.

“Outros experimentos devem ser realizados, mas a utilização desta técnica com a jaguatirica pode ser também adotada com sucesso para as outras espécies de felinos ameaçados no Brasil. Futuramente, isto pode significar menos cativeiro e, ao mesmo tempo, garantir um banco genético necessário para garantir a preservação das espécies”, explica.